E quando eu digoQue todos os dias choro de saudade
Não pense você em hipérbole
Por mais que às vezes as lágrimas não saltem dos olhos
É rotineira essa inundação de tristeza
E alegria na alma
Porque saudade sempre vem como um dueto
É triste porque é lembrança
Passado
Imagens que se perdem
E se vão sem que possamos prendê-las entre os dedos
Mas é feliz porque existiu
Faz parte da história
E das linhas da vida
Ainda não entendo porque
Bons momentos têm que acabar
Ou quem se gosta tem que ir embora
Porque não podemos viver tudo de uma vez?
Reunir todos os amigos
E os amores em uma festa de arromba?
E quando digo todos
São todos mesmo
Aqueles que conhecemos há mais de 10 anos
Ou há 10 minutos
Os que tivemos no jardim de infância
No colegial
E na faculdade
Aqueles que olhamos nos olhos todos os dias
Ou aqueles que nunca iremos olhar
Porque cada um tem que seguir seu caminho?
Porque as crianças têm que crescer?
Porque os avôs e avós têm que ficar velhinhos
Doentes
E deixar a gente com um medo danado de perdê-los?
Essa vida corrida
Uma maratona sem troféu
Aonde vamos deixando pelo caminho
Pe da ços de nós
Um abraço aqui
Um aperto de mão acolá
Afagos no jardim
E beijos em noite de lua cheia
São tantos momentos
Que eu queria reviver
Tantas frases
E etapas
E o mais estranho nisso tudo
É que também é bom seguir em frente
Ir subindo degraus
Vivendo novas histórias
Que trarão novas saudades
Eu só queria saber
Quanto ainda vai caber
Aqui dentro.
22/03/2011 – 00:34h.

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