
Milhões de dúvidas e todas elas em convulsão
Na mente, o caos!
A porta aberta para o desespero
Exagero, tormento e medo.
Nada de pele e suor
Nenhuma gota de saliva
Nenhum arrepio perdido
Poucos sorrisos em disfarce
Algumas lágrimas em conflito
E por fim, nada de conclusão.
Você: meu fantasma
Meu devaneio noturno
Um desejo dilacerante
Maltrata, humilha
Sangra sem cortes
Dói sem deixar marcas na pele
Dissolve cada certeza
Uma a uma
Saboreando a confusão que se instalou em mim
É saudade
Uma vida esquecida numa dimensão qualquer
Onde não houve prazer
E meus lábios ainda estão aflitos
Tremendo
Em agonia crescente
Nunca mais é muito tempo
E conforme esse mesmo tempo passa
Fico impotente, exausta e triste
Faço promessas para esquecer
Finjo não me incomodar
Mas como esconder esses sintomas?
Curar a abstinência?
Como não me importar e fazer parar de doer?
Entre o sonho e a desilusão
Às vezes prefiro dormir
A noite acaba rápido
E os raios de sol gritam
Entre as frestas da janela
Mais um dia de esforços constantes
Tentativas frustradas de não pensar em você
Como um fantasma
Ou uma obsessão
É em vão, desnecessário e doente
Quero as suas migalhas
Seu último suspiro antes de adormecer
Pisoteando meu orgulho
E qualquer vestígio de auto-estima
Quero você correndo nas minhas veias
Aquecendo esse frio, revivendo os sentidos
Eu: apática!
Em transe, vegetando, escorrendo
Como era antes, não mais!
Daqui para frente, preferia não estar aqui pra ver.
(Alliny Araújo)

4 comentários:
legal teu blog
eu recem fiz o meu...
mas, vamos ver se terei criatividade para mante-lo
bjus
Intenso.
Muito bom!!! profundamente envolvente
Intensamente profundo!
Mto obrigado pelos comentários.
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