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ESPERA E EXPECTATIVA



Ainda não entendo porque tenho esperanças
Se elas me fazem sofrer cada dia mais
Por teimosia em perseguir meus sonhos
Eles sempre se diluem em meio ao nada
E nesse mesmo nada eu tento seguir em frente
Sem deixar morrer esses anseios que me preenchem
Mas a cada dia que passa
O medo e a incerteza me espremem num canto qualquer
E eu ainda insisto em querer mais
E a vida insiste em me diminuir
Como um circo e seus palhaços mórbidos
Que te mostram o ouro e te dão jóias de latão
E latão é o que você merece
Embora busque sempre brilhar
E tentar manter o mínimo de dignidade
Enquanto os obstáculos se acumulam
E engrandecem
Seria mais fácil não ter ideais
E se ver sempre de mãos atadas para concretizá-los
Mas como deixar de sonhar?
Como me contentar em ser menos do que sei que posso?
Mesmo que poucos acreditem em mim
Meu alicerce está desabando
A cada desejo perdido
E a esperança
Essa maldita esperança insiste em dizer que vai dar certo
Mas até quando posso aguentar essa incerteza?
Até quando terei que ver

Minhas vontades se diluindo nesse mar egoísta e capitalista?
Até quando suportarei sorrir enquanto meus olhos se enchem de lágrimas?
Como ainda ando de cabeça erguida, se a cada dia me sinto mais inferior?
Eu ainda acredito que posso ser feliz por completo
Que há um futuro bom reservado para mim
Mas como atravessar esse presente medonho e incerto?
Sufocada, depressiva e doente
E os jargões insistem que amanhã é um novo dia
Ei de colocar a minha fantasia
Ei de ser ilusoriamente feliz
E ei de morrer por dentro

A cada segundo de espera e expectativas inúteis e frustrantes
Eu só preciso de uma chance...



(Alliny Araújo)

2 comentários:

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom

Alliny Araújo disse...

fico mto feliz q tenha gostado

 

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