
Sei, estou triste.
Vendo sonhos desfalecerem
Descobrindo-me um pó
Grão de areia que nada acrescenta
A imensidão da praia deserta
Ouvindo ondas incompreensíveis
E enxugando lágrimas
Existo e não vejo motivo
Tentando me enganar em palavras
Frases simples demais
E agonia por não conseguir explicar
Não sou tão boa quanto dizem
E tantas vezes acreditei nas suas mentiras
Compus esperanças
Alimentei desejos grotescos e artificiais
Voei por horizontes inalcançáveis por essas brancas mãos
Apáticas
Cansadas
Solitárias e aflitas
Haveria uma lente de aumento?
Alguém a quem perguntar?
Companhias sensatas para noites de insônia?
Não preciso das suas perturbações
Já acumulo loucuras
E desassossego
Páginas de uma vida desinteressante
Calcada em expectativas infundadas
Tentando alcançar o nada
Mais uma na multidão
Repugnada pela espécie
Invertendo mundos e sentindo o sangue inundar-me o cérebro
Marcas de um pesadelo
Abraçando o medo
Sentindo a dor tremer-me os lábios
Desfocar cada letra embaralhada
Tocar a pele fria e morta
O ar empoeirado a entrar pelas minhas narinas
Entupidas de mágoas
E não há mais razão para manter os olhos abertos.
Alliny Araújo – 00:52 – 21.05.07
Vendo sonhos desfalecerem
Descobrindo-me um pó
Grão de areia que nada acrescenta
A imensidão da praia deserta
Ouvindo ondas incompreensíveis
E enxugando lágrimas
Existo e não vejo motivo
Tentando me enganar em palavras
Frases simples demais
E agonia por não conseguir explicar
Não sou tão boa quanto dizem
E tantas vezes acreditei nas suas mentiras
Compus esperanças
Alimentei desejos grotescos e artificiais
Voei por horizontes inalcançáveis por essas brancas mãos
Apáticas
Cansadas
Solitárias e aflitas
Haveria uma lente de aumento?
Alguém a quem perguntar?
Companhias sensatas para noites de insônia?
Não preciso das suas perturbações
Já acumulo loucuras
E desassossego
Páginas de uma vida desinteressante
Calcada em expectativas infundadas
Tentando alcançar o nada
Mais uma na multidão
Repugnada pela espécie
Invertendo mundos e sentindo o sangue inundar-me o cérebro
Marcas de um pesadelo
Abraçando o medo
Sentindo a dor tremer-me os lábios
Desfocar cada letra embaralhada
Tocar a pele fria e morta
O ar empoeirado a entrar pelas minhas narinas
Entupidas de mágoas
E não há mais razão para manter os olhos abertos.
Alliny Araújo – 00:52 – 21.05.07
